O romance regionalista e suas origens

•29/04/2009 • Deixe um comentário

Assim como outros romances românticos, o romance regionalista começou no século XIX, em jornais, na forma de folhetins, ao longo do tempo despertou o interesse do público e passou a ser publicado em livros organizados em capítulos.

O público-leitor dos romances regionalistas eram os moradores de classe média dos centros urbanos e particularmente o brasileiro do interior, que não era influenciado pela cultura européia.

O objetivo desse estilo literário é mostrar um Brasil diferente do que os membros da corte são habituados, um país tipicamente brasileiro, não europeu.

Os autores como José de Alencar, Visconde de Taunay, Bernardo Guimarães e Franklin Távora, procuravam mostrar aos paulistas e cariocas, um Brasil desconhecido por eles, como a vastidão dos pampas gaúchos, o interior de Minas, Mato Grosso e a natureza única do sertão nordestino. Para esses autores isso é importantíssimo, pois é inadmissível que um brasileiro não conheça aspectos locais de seu país.

As obras apresentavam uma sociedade rural de comportamentos diferentes daqueles da corte, como por exemplo, os sertanejos que tinham a responsabilidade de representar o elemento nacional.

Diferença entre a primeira e a segunda época do romance regionalista

•28/04/2009 • 1 comentário

       O romance regionalista tem duas fases, uma no século XIX e a outra na segunda fase do modernismo brasileiro (1930, romance de 30). Porém, existem várias diferenças entra essas fases. Na época de Alencar, Guimarães e outros, o nordeste era citado como uma terra boa, onde era exaltado o habitante local. Já no modernismo, a miséria, a seca e a relação dos locais no meio de todos os problemas da centralização econômica e da política nas regiões sul e sudeste, são criticados de modo inédito na literatura brasileira.

 
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